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Copabase retorna da COP30 com esperança renovada e cobra ações concretas para o cerrado

  • Foto do escritor: Contato Sow
    Contato Sow
  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase) concluiu sua intensa participação na COP30, em Belém, e retorna com um misto de satisfação e uma renovada esperança para o futuro do Cerrado. A comitiva da cooperativa, que marcou presença em diversos espaços e debates cruciais, agora anseia que as discussões promovidas no palco global se traduzam em ações efetivas e não permaneçam apenas no papel.


A atuação da Copabase na Conferência do Clima foi abrangente, garantindo a voz do bioma e de suas comunidades em diferentes frentes. A cooperativa expôs seus produtos da sociobiodiversidade do Cerrado no Armazém da Sociobiodiversidade, mostrando a riqueza e o potencial de sua produção. A jovem cooperada e bacharel em Agronomia, Maria Aparecida, que também atua na administração da Copabase, representou a juventude e os povos extrativistas em uma mesa no Espaço Chico Mendes, com apoio da Fundação Banco do Brasil.



Já a gerente da Copabase, Dionete Figueiredo, teve uma agenda repleta, participando de rodas de conversa, mesas e seminários com apoio do WWF e do ISPN, em eventos promovidos também pela Conexsus, com foco na sociobioeconomia. Dionete também esteve presente na Cúpula dos Povos, levando a perspectiva da cooperativa para o fórum social. A parceria estratégica com a Central do Cerrado, que forneceu 120 mil refeições para a COP30 com produtos da sociobiodiversidade, demonstrou a força da rede cooperativista. Além disso, a Copabase teve presença no estande da Central do Cerrado e na Casa da Sociobio, um hub para discussões e articulações.


Para Dionete Figueiredo, a participação foi um passo crucial. “É com uma alegria imensa e um profundo senso de responsabilidade que a Copabase se preparou para a COP30 em Belém! Estar neste evento global foi mais do que uma oportunidade; é a concretização do nosso compromisso com as pautas do Cerrado, da sociobiodiversidade e do extrativismo sustentável. Levaremos a voz das nossas comunidades, a riqueza dos nossos produtos e a urgência de um futuro mais justo e verde para todos.”



A visibilidade global permitiu que a cooperativa promovesse seu modelo de sociobiodiversidade e bioeconomia, amplificando a voz do Cerrado e influenciando políticas públicas. A presença de Maria Aparecida, uma jovem líder, simbolizou a renovação e a capacidade das novas gerações em guiar o caminho para um futuro sustentável.


Maria Aparecida expressa a esperança dos jovens e extrativistas: “Voltar da COP30 é uma injeção de ânimo para nós, jovens extrativistas e agricultores. Vimos de perto que há interesse global na nossa causa e no potencial do Cerrado. Agora, nossa maior expectativa é que todas as discussões que travamos em Belém se transformem em ações reais no campo, garantindo um futuro digno para o Cerrado e para quem vive e trabalha por ele.”


Com o retorno, a Copabase reitera seu compromisso e a necessidade urgente de que os acordos e intenções da COP30 se convertam em políticas e investimentos concretos, garantindo a proteção e o desenvolvimento sustentável do Cerrado e de suas comunidades tradicionais. A luta continua, mas com a certeza de que o Cerrado foi ouvido em um dos mais importantes palcos do mundo.



 
 
 

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